segunda-feira, novembro 21, 2005
Sempre A Competir Com Os Grandes!
Sinto um orgulho cá dentro meus filhos! Podemos finalmente orgulharmo-nos de não ser-mos o pais mais pequeno da Europa, coisa que somos, pois temos no nosso país, exactamente! aqui mesmo!, a árvore de Natal maior e, atrevo-me a dizer, mais grande de toda a Europa! Verê-mos o que eles nos dizem a isto! Quem disse que o que um país precisa é de um bom governo? Quem disse que o que um país precisa é dinheiro? Temos uma árvore grande comó caraças! E isso é que importa! Pois é...sempre a competir com os grandes.
Conversas De Elevador 1
- Olá, como vai?
- Vou bem, muito obrigado. E o senhor?
- Tudo bem, graças a Deus.
.
.
.
- Então, boa tarde.
- Boa tarde.
- Vou bem, muito obrigado. E o senhor?
- Tudo bem, graças a Deus.
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- Então, boa tarde.
- Boa tarde.
segunda-feira, novembro 07, 2005
É Uma Mosca Que Se Diz!
Numa tentativa desesperada de manter este blog actualizado venho revelar uma pergunta bastante coerente que me veio durante o teste de G.D: como é que se sebe o sexo das moscas? Se eu por exemplo disse-se: "Esta gaja já me ta a chatear!" ou "Esta mosca tá aqui tá a levar com a régua S em cima!*" será que tá mal? E a verdade é que já ma ensinaram nesta casa que mosca é do feminino: é uma mosca que se diz não um mosca.
*Nenhuma mosca foi maltratada na realização deste post.
*Nenhuma mosca foi maltratada na realização deste post.
sexta-feira, outubro 07, 2005
Ridículo Ao Quadrado
Todas as cartas de amor são
Ridículas
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas
Já dizia Fernando Pe...eh, Álvaro de Campos, que na verdade é Fernando Pessoa, mas como eu não quero que nenhum stôr de português me caia em cima vamos chamar-lhe portanto Álvaro de Campos, pois, segundo eles, é imprescindível que pensemos em Álvaro de Campos como uma pessoa completamente diferente de Fernando Pessoa...embora saibamos que não é...e no fim acabo por não saber o que eles querem... Portanto para que tudo fique bem, vamos chamar-lhe, ou chamar-lhes, Sr. X, e vós aí em casa que pensem no que quiserem.
Já dizia o Sr. X que todas as cartas de amor são ridículas e é por serem ridículas que são cartas de amor. Mas penso eu que a Sra. Y, ou se tiverem numa de me chatearem o miolo, a Sra. Raiz Quadrada de B ao Quadrado Menos Quatro AC, não ficaria muito contente de saber que o seu cara-metade, o Sr. X, lhe escreve cartas de amor ridículas. No entanto, imaginemos que a Sr. (o que lhe quiserem chamar) não se importa pois está a ter um affair com o Sr. Z (não de Zorro!) e que o Sr. X também está a trair a Sr. Y pela Sra. Seis X Mais 32, só que não consegue tirar da sua cabeça a Sr. Y por ela ter um B ao Quadrado tão bonito? Isto supondo...
Feitas as contas e tirado a prova dos nove, conclui-se que as galinhas matemáticas não têm volume. (c.q.d).
Já agora aproveito para felicitar os Srs. Teoremas pelo nascimento do seu Corolário e felicito também os Srs. Axiomas que são agora avôs. Tenho a certeza de que serão muito felizes.
Ridículas
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas
Já dizia Fernando Pe...eh, Álvaro de Campos, que na verdade é Fernando Pessoa, mas como eu não quero que nenhum stôr de português me caia em cima vamos chamar-lhe portanto Álvaro de Campos, pois, segundo eles, é imprescindível que pensemos em Álvaro de Campos como uma pessoa completamente diferente de Fernando Pessoa...embora saibamos que não é...e no fim acabo por não saber o que eles querem... Portanto para que tudo fique bem, vamos chamar-lhe, ou chamar-lhes, Sr. X, e vós aí em casa que pensem no que quiserem.
Já dizia o Sr. X que todas as cartas de amor são ridículas e é por serem ridículas que são cartas de amor. Mas penso eu que a Sra. Y, ou se tiverem numa de me chatearem o miolo, a Sra. Raiz Quadrada de B ao Quadrado Menos Quatro AC, não ficaria muito contente de saber que o seu cara-metade, o Sr. X, lhe escreve cartas de amor ridículas. No entanto, imaginemos que a Sr. (o que lhe quiserem chamar) não se importa pois está a ter um affair com o Sr. Z (não de Zorro!) e que o Sr. X também está a trair a Sr. Y pela Sra. Seis X Mais 32, só que não consegue tirar da sua cabeça a Sr. Y por ela ter um B ao Quadrado tão bonito? Isto supondo...
Feitas as contas e tirado a prova dos nove, conclui-se que as galinhas matemáticas não têm volume. (c.q.d).
Já agora aproveito para felicitar os Srs. Teoremas pelo nascimento do seu Corolário e felicito também os Srs. Axiomas que são agora avôs. Tenho a certeza de que serão muito felizes.
sexta-feira, setembro 09, 2005
Caros Srs. Emigrantes E Turistas
De: Centro de Apoio aos Emigrantes e Turistas
Para: Turistas e Emigrantes
A fim de melhorar os nossos serviços e também com o objectivi de facilitar a grande quantidade de informações que os nossos estimados clientes necessitam, decidimos enviar este aviso para facilitar, deste modo, a sua vida como emigrante ou turista.
Portanto, se de manhã, das 10:00 às 13:00, assistira aos seguintes programas: Você Na TV! (TVI), Praça Da Alegria (RTP1) e Sic 10 Horas (SIC), poderá ter um relance de Potugal no seu melhor bem como o tipo de coisas que você terá de aturar durante a sua estadia no nosso país. Damos a garantia de que não falta nada: música pimba, apresentadores infantis, histórias lamechas de coçar o rabo, ranchos (im)populares, etc..
Esperamos que com este aviso você tenha finalmente a possibilidade de se precaver e de pensar MUITO bem no que é que você se vai meter, pois nós aqui no Centro de Apoio aos Emigrantes e Turistas acreditamos que o cliente tem sempre razão e lá diz o nosso lema: Se não enganamos, então é porque somos diferentes!
Sem mais nada a tratar, despeço-me calorosamente
Jocas fofas,
A DIRECÇÃO
Para: Turistas e Emigrantes
A fim de melhorar os nossos serviços e também com o objectivi de facilitar a grande quantidade de informações que os nossos estimados clientes necessitam, decidimos enviar este aviso para facilitar, deste modo, a sua vida como emigrante ou turista.
Portanto, se de manhã, das 10:00 às 13:00, assistira aos seguintes programas: Você Na TV! (TVI), Praça Da Alegria (RTP1) e Sic 10 Horas (SIC), poderá ter um relance de Potugal no seu melhor bem como o tipo de coisas que você terá de aturar durante a sua estadia no nosso país. Damos a garantia de que não falta nada: música pimba, apresentadores infantis, histórias lamechas de coçar o rabo, ranchos (im)populares, etc..
Esperamos que com este aviso você tenha finalmente a possibilidade de se precaver e de pensar MUITO bem no que é que você se vai meter, pois nós aqui no Centro de Apoio aos Emigrantes e Turistas acreditamos que o cliente tem sempre razão e lá diz o nosso lema: Se não enganamos, então é porque somos diferentes!
Sem mais nada a tratar, despeço-me calorosamente
Jocas fofas,
A DIRECÇÃO
segunda-feira, agosto 22, 2005
60 Anos Depois


No dia 6 de Agosto de 1945, o bombardeiro da força aérea americana, "Enola Gay", lançou sobre Hiroshima o "Little Boy", a primeira bomba atómica usada em tempo de guerra. Destrui-o 60% da cidade e matou cerca de 140 000 pessoas das quais 95% eram civis. A bomba gerou 140 000 ºC e reduziu tudo a poeira num raio de 4.5 km. Uma cidade inteira arrasada num, piscar de olhos. Mais tarde, outra bomba, "Fat Man", foi lançada sobre Nagasaki. Era este o chamado "Manhatan Project".


Este acontecimento acordou o mundo para o poder destruidor da bomba atómica como também para dar um exemplo do que pode acontecer quando se tem tamanha força nas mãos. Considerado, por uns, um terrível massacre, completamente desnecessário, encerrando deste modo mais um capitulo negro da história da 2ª Guerra Mundial, por outros, um acto extremamente necessário para acabar por ali o massacre da guerra que reclamou um número incontável de vitimas e que mais iria certamente reclamar. Se analisar-mos cada ponto de vista veremos que ambos têm uma certa razão. Tratou-se, de facto, de um massacre terrível, mas não terá sido necessário para acabar de vez com a guerra? É devido a estas incógnitas que este acontecimento tem causado muita polémica ao longo dos anos. Mas numa coisa penso estarmos todos de acordo: ao longo dos tempos que o Homem tem achado métodos se de se destruir a si próprio, sendo este um dos mais, será que se pode dizer, eficazes. Náo será tempo de parar-mos por aqui? Se hoje já temos tanto poder destruidor nas nossas mãos, o que é que teremos amanhã?


Um post nada alegre, eu sei...mas também a guerra não tem nada de alegre.
O Sr. Prevaricador É Você!
Isto digo-vos eu! qualquer dia damos connosco a culpar os pássaros por voarem e os peixes por nadarem! O que acontece é que os portugueses muito gostam de pôr a culpa em tudo e mais alguma coisa e não neles próprios. Se os incêndios destruíram casas, então a culpa é do fogo que queima e não das pessoas que construíram as suas casas ao pé das matas; se o rio Douro parece estar mais poluído por ter menos água que antes, então a culpa é da seca e não das pessoas que o estão a poluir. Decerto que qualquer dia estaremos a culpar a Terra por se auto-poluir e os animais de se auto-ficarem-em-vias-de-extinção.
Pegas Ou Prostitutas?
Já repararam que uma prostituta nunca admite ser prostituta? Estão constantemente a dizer: " Eu não sou prostituta. Só faço isto porque preciso do dinheiro". Querida, essa é a definição de prostituta! És paga para dares prazer a um homem! Chama-lhe o que quiseres: prostituta, pega, rameira, alcoviteira...mas vai dar tudo ao mesmo.
domingo, julho 31, 2005
Vai Daí Levar-mos Com Um Carro Nos Cornos
Hoje comi ao almoço um arrozinho de cabidela que estava uma jóia de almoço. Estava mesmo uma delicia. E é por isso que vos venho falar hoje de semáforos. E pergunto eu: mas porquê três cores? Há o verde para passar, o vermelho para parar e o amarelo? Se serve para avisar que vai passar para o vermelho e que portanto é preciso abrandar não creio que faça muito sentido pois as gentes fazem exactamente o oposto. "O quê?! Está amarelo?! Ele que se desengane se pensa que eu vou parar e ficar à espera que fique outra vez verde!"
Mais valia haver apenas o verde e o vermelho. Ou então o verde, o amarelo, a avisar que se queremos passar vamos ter que acelerar, o laranja que ao durar apenas um segundo indica que o amarelo já se acabou e que vamos ter que travar se não nos quiser-mos espetar contra outro automóvel que venha noutro sentido, e o vermelho.
Nos semáforos para os peões é que devia haver três cores pois ,se ao ficar vermelho, um fulano ficar parado no meio da estrada, apanha com um automóvel nos cornos. Há que ter o amarelo para sabermos quando é que devemos apressar o andamento. Este país está de facto do avesso...
Mais valia haver apenas o verde e o vermelho. Ou então o verde, o amarelo, a avisar que se queremos passar vamos ter que acelerar, o laranja que ao durar apenas um segundo indica que o amarelo já se acabou e que vamos ter que travar se não nos quiser-mos espetar contra outro automóvel que venha noutro sentido, e o vermelho.
Nos semáforos para os peões é que devia haver três cores pois ,se ao ficar vermelho, um fulano ficar parado no meio da estrada, apanha com um automóvel nos cornos. Há que ter o amarelo para sabermos quando é que devemos apressar o andamento. Este país está de facto do avesso...
quarta-feira, julho 27, 2005
Lilium
"Little doll who carries the name of the most beautiful flower..." é o inicio de Lilium, uma animação de John Greneby. Uma bela história acompanhada pela mais bela das músicas. Merece ser visto.
Lilium, by John Greneby
Lilium é uma rapariga "(...) who carries the name of the most beautiful flower..." que encontra uma sombra. Esta pede-lhe humildemente: "Walk bach to your castle, dear child, and make it your famaly's tomb; For all I really yearn for lies within you mother's womb.","Could you please bring me your still unborn brother?". Lilium cumpre o que a sombra pediu. Depois de executada a tarefa, a sombra pergunta-lhe se deseja algo em troca. Ela simplesmente responde: "I would like to play, laugh and dance all night long...","but I would find a friend the most relevant.". A sombra responde que amigos não pode dar "It is sadly behond my power." e então Lilium sentindo-se traída pede-lhe que devolva o seu irmão. A sombra volta a responder que não o pode fazer e por isso ela têm como desejo: "Then I wish for a way to have you undone, kind shadow. I want you mauled and buried by the darkest and most blighted meadow." A sombra realiza o seu desejo e desaparece...
"Thank you kindly, shadow of whom I don't know..."
Aconselho igualmente a ver alguns dos seus desenhos. É um artista pelo qual eu tenho um profundo respeito, não só pelos seus dotes artísticos mas também pela sua criatividade.
http://elfwood.lysator.liu.se/art/g/r/greneby/
Lilium, by John Greneby
Lilium é uma rapariga "(...) who carries the name of the most beautiful flower..." que encontra uma sombra. Esta pede-lhe humildemente: "Walk bach to your castle, dear child, and make it your famaly's tomb; For all I really yearn for lies within you mother's womb.","Could you please bring me your still unborn brother?". Lilium cumpre o que a sombra pediu. Depois de executada a tarefa, a sombra pergunta-lhe se deseja algo em troca. Ela simplesmente responde: "I would like to play, laugh and dance all night long...","but I would find a friend the most relevant.". A sombra responde que amigos não pode dar "It is sadly behond my power." e então Lilium sentindo-se traída pede-lhe que devolva o seu irmão. A sombra volta a responder que não o pode fazer e por isso ela têm como desejo: "Then I wish for a way to have you undone, kind shadow. I want you mauled and buried by the darkest and most blighted meadow." A sombra realiza o seu desejo e desaparece...
"Thank you kindly, shadow of whom I don't know..."
Aconselho igualmente a ver alguns dos seus desenhos. É um artista pelo qual eu tenho um profundo respeito, não só pelos seus dotes artísticos mas também pela sua criatividade.
http://elfwood.lysator.liu.se/art/g/r/greneby/
terça-feira, julho 26, 2005
À Tramoço E Minuins

"Á TRAMOÇO E MINUINS!" convidam os cartazes à porta das tascas e das tabernas. E para molhar o bico, nada melhor do que a cerveja. Isto de cerveja a acompanhar um prato de tremoços é algo considerado hoje em dia um ritual de culto. "Ó sô Joaquim! Eram uma imperial e um prato de tremoços!", faz-se um momento de silêncio para homenagear aquele prato de tremoços e depois bota atirar os tremoços às goelas.
Mas para que tudo faça sentido é preciso recuar para o tempo em que Portugal era povoado por gente na sua maioria rude, pobre e honesta, dos tempo que ouvimos os nossos avós falar: "As coisas já não são como antigamente!", "No meu tempo isto não era assim!", tempos em que um par de peúgos turcos só custavam três mel reis. Refiro-me as tempos em que o povo se juntava nas tabernas para pedir um pires de tremoços, outro de amendoins e uma caneca de cerveja. Discutiam-se nesses tempos, entre arrotos sonoros, o futebol e o fado, e depois de muita conversa vinha mais uma dose de cerveja com tremoços e amendoins até às tantas em que tudo vinha parar ao chão sob a forma de uma massa viscosa, forrando o chão de tremoços mastigados e cerveja digerida.
Anos mais tarde, pouco mudou. O tremoço ainda existe assim como a cerveja. Os arrotos persistem e ainda se discute as tácticas que hão-de fazer do Benfica campeão. Engraçado como algumas coisas mudam enquanto que outras não. Um par de peúgos turcos custam hoje 3.99, como é que eles chamam!...euros, não é? Esta gente inventa cada coisa...
Antes deste posto não sabia lá muito sobre o tremoço. Sabia apenas que era amarelo e que de quando em vez lhe dava na gana de se queixar da pesca ilegal de ursos polares. Mas fora isso, mais nada. Mas agora que o escrevi sinto, e usando as palavras do ilustre cantor das Vozes d'Aurora: "Caramba, filhos, sinto uma luz cá dentro!"
domingo, julho 17, 2005
Um Conta A História, O Outro Descasca-se A Rir
No inicio havia o amendoim, uma simples aperitivo apreciado por todos. Aquele barulhinho característico que faz quando se descasca divertiu muitos durante várias décadas até que por fim foi apanhado pelos ventos da evolução. Passou-se a vender amendoins, mas desta vez descascados! Não mais aquele "crack" foi ouvido. Muitos pensaram que isto devia ter parado aqui antes que algo mais podesse ofender o nome do tão honrado amendoim. Mas mais uma vez o inevitável aconteceu. Não contentes em o terem despido, decidiram polvilha-lo com...com...sal! A partir daí, já nada mais havia a fazer...
Hoje, apenas as memórias perduram. E se ouvirmos com atenção ainda podemos captar um leve sussurro, que parece cantar: "Amendoins...Lembrem-se dos amendoins..." como alguém que conta uma bela história e que mostra às gerações futuras que nem mesmo o mais simples dos aperitivos resistes às heras do tempo.
Hoje, apenas as memórias perduram. E se ouvirmos com atenção ainda podemos captar um leve sussurro, que parece cantar: "Amendoins...Lembrem-se dos amendoins..." como alguém que conta uma bela história e que mostra às gerações futuras que nem mesmo o mais simples dos aperitivos resistes às heras do tempo.
terça-feira, junho 28, 2005
E Que Ninguém Me Desminta!
Depois de, nestes últimos dias, ter lido, num ilustre blog, um texto que fazia referência à poluição, não pode deixar de pensar: "Eis um belo tema desinteressante! Desinteressante o suficiente para ser publicado num blog extremamente desinteressante!" O que vêm mesmo a calhar porque acontece que eu tenho um!
O que eu tenho notado, é que vivemos num país cheio de contradições. Aqui, toda a gente parece fazer tudo aquilo que anteriormente disseram para não fazer: tentam à força toda meter na cabeça dos jovens de hoje em dia que devem usar o preservativo, mas depois vêm-se queixar que a população portuguesa é extremamente idosa; dizem para reduzir-mos as emissões de químicos na atmosfera, mas depois, só porque não chove no Alentejo, desatam a lançar químicos no céu para que chova,... E perguntam vocês: "Então, porque é que isto acontece? Eu julgava que vivia-mos num país civilizado?!" Pergunta à qual eu respondo: "Hello?! Já olharam à vossa volta? Estamos em Portugal! P-O-R-T-U-G-A-L!
Mas, como é que eu ei de expor o problema da poluição? Bom,...eh... a poluição é deitar os papeis de rebuçados no lixo, tal como eu estou a fazer agora, em vez de recicla-los; ou, eh..., ir para o Marquês a buzinar só para festejar a vitória do Benfica no Campeonato Nacional (digo isto apenas para me divertir a ler os posts dos benfiquistas revoltados); ou, se calhar, talvez usar insecticida para matar os mosquitos que você tem aí em casa; ou então,...uh,...... e mais uma data de coisas que, por serem um bocadinho interessantes, não as posso publicar neste blog. (Acho que me safei bastante bem...)
Encontro-me no fim deste posto e apercebo-me que falhei completamente em explicar a ameaça da poluição. Talvez tenha sido por eu ter tentado dizer uma coisa que mais tarde não irei cumprir. Acho que me estou a tornar numa daquelas pessoas que diz: "Mas eu julgava que vivia-mos num país civilizado?!"
Este post foi patrocinado pela Corporação de Energia de Portugal e pelos Serviços de Águas Residuais de Lisboa.
O que eu tenho notado, é que vivemos num país cheio de contradições. Aqui, toda a gente parece fazer tudo aquilo que anteriormente disseram para não fazer: tentam à força toda meter na cabeça dos jovens de hoje em dia que devem usar o preservativo, mas depois vêm-se queixar que a população portuguesa é extremamente idosa; dizem para reduzir-mos as emissões de químicos na atmosfera, mas depois, só porque não chove no Alentejo, desatam a lançar químicos no céu para que chova,... E perguntam vocês: "Então, porque é que isto acontece? Eu julgava que vivia-mos num país civilizado?!" Pergunta à qual eu respondo: "Hello?! Já olharam à vossa volta? Estamos em Portugal! P-O-R-T-U-G-A-L!
Mas, como é que eu ei de expor o problema da poluição? Bom,...eh... a poluição é deitar os papeis de rebuçados no lixo, tal como eu estou a fazer agora, em vez de recicla-los; ou, eh..., ir para o Marquês a buzinar só para festejar a vitória do Benfica no Campeonato Nacional (digo isto apenas para me divertir a ler os posts dos benfiquistas revoltados); ou, se calhar, talvez usar insecticida para matar os mosquitos que você tem aí em casa; ou então,...uh,...... e mais uma data de coisas que, por serem um bocadinho interessantes, não as posso publicar neste blog. (Acho que me safei bastante bem...)
Encontro-me no fim deste posto e apercebo-me que falhei completamente em explicar a ameaça da poluição. Talvez tenha sido por eu ter tentado dizer uma coisa que mais tarde não irei cumprir. Acho que me estou a tornar numa daquelas pessoas que diz: "Mas eu julgava que vivia-mos num país civilizado?!"
Este post foi patrocinado pela Corporação de Energia de Portugal e pelos Serviços de Águas Residuais de Lisboa.
segunda-feira, junho 13, 2005
A Ressaca Dos Santos Populares
Paira no ar o aroma quase delicioso dos santos populares! E eis que o espirito popular se apodera de mim. Esse tão adorado António, conhecido pelos amigos como o Santo, Santo António de Lisboa, vê o seu dia a ser celebrado no meio de muita pinga e de marchas populares. Os berros que aquele gente manda enquanto tropeça pela Av. da Liberdade abaixo, numa tentativa extremamente débil de tentarem mostrar que sabem cantar, são quase divinos! Ainda por mais, o povo achou neste dia uma bela desculpa para não ir trabalhar. Não estivesse eu cheio desta nostalgia popular, e verdade seja dita, da pinga, achava logo nisto motivo de revolta!
Mas quem fala de santos populares, vê-se imediatamente com a pergunta: e as ricas sardinhas? As sardinhas não faltaram certamente, não se preocupe! Santo António sem sardinhas?! Onde é que já se viu! Mas infelizmente nem em todo o lado se pode celebrar o Santo António... Estão a ver as ilhas Fiji? São bonitas não são? Claro que são... A ver se passo lá férias um verão. Mas queria-vos falar da situação na Uganda que, por motivos já certamente conhecidos, não poderão celebrar o Santo António enquanto a situação no lago Vitória não estiver resolvida. Aqui ficam as minhas mais sinceras condolências...
Com os votos de que tenham comido muita sardinha assada, aqui me despeço!
Mas quem fala de santos populares, vê-se imediatamente com a pergunta: e as ricas sardinhas? As sardinhas não faltaram certamente, não se preocupe! Santo António sem sardinhas?! Onde é que já se viu! Mas infelizmente nem em todo o lado se pode celebrar o Santo António... Estão a ver as ilhas Fiji? São bonitas não são? Claro que são... A ver se passo lá férias um verão. Mas queria-vos falar da situação na Uganda que, por motivos já certamente conhecidos, não poderão celebrar o Santo António enquanto a situação no lago Vitória não estiver resolvida. Aqui ficam as minhas mais sinceras condolências...
Com os votos de que tenham comido muita sardinha assada, aqui me despeço!
segunda-feira, junho 06, 2005
O Sol Quando Nasce É Para Todos
No momento em que perguntavam por mim e quando é que eu me decidia a pôr algo de desinteressante neste blog, cá vos apareço eu! Estou aqui no café "Cá se fazem, Cá se pagam" a beber uma bica e a desfrutar de um belíssimo fim de tarde. Mas nisto vejo que se aproxima um homem rude do campo de outro homem igualmente rude, que se encontra sentado numa mesa. Este meu dedinho diz-me que se vai passar algo de desinteressante. Vamos ouvir:
- Então, por cá? Como vai a vidinha?
- Ora essa. Enquanto há vida, há esperança.
- É verdade. Mas que calor que está! Nunca mais vem a chuva!
- Pois. Em Abril, águas mil.
- Já agora, se não se importa, vou-me aqui sentar um bocadinho que já me doem as costas de estar de pé. E já agora, aproveito para comer a minha merenda.
- Olhe tenha cuidado. Merenda comida, companhia desfeita. É o que se costuma dizer.
- Ó homem! Você não acredita nessas coisas que o povo diz, pois não?
- Olhe que homem prevenido vale por dois.
- Bom. Como queira. Mas é verdade...o que é que achou da Dna Adelaide ontem na festa? Ela canta bem não acha?
- Não admira. Quem canta seus males espanta. E quem chora mais os aumenta.
- Aí está uma mulher de espírito! Não me importava de...bem, ceifá-la! Mas não antes de fazer uma rotação de culturas, se é que me percebe...
- O quê?
- Aquilo que os cavalos fazem...
- Ah, já tou a ver. O senhor tenha cuidado pois o fruto proibido é o mais apetecido. Eu aconselhava-o a não ter mais olhos que barriga porque nem tudo o que é luz é ouro.
- Ora, você exagera! Eu sou homem de, muitas das vazes, mostrar quem é que manda!
- Mas olhe que os homens não se medem aos palmos.
- Realmente tem razão, mas não falemos mais nisso. Diga-me antes porque é que se foi embora a meio da festa?
- Ora, porque deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.
- Como queira, mas digo-lhe que perdeu a melhor parte! Assámos, ali mesmo, uma bela cabidela, bem regadinha com vinho tinto que estava uma delícia! E depois vieram os queijinhos e os chouriços...Ah! Foi uma bela festa!
- Olhe lá bem a sua saúde. Quem o avisa, seu amigo é.
- Não se preocupe comigo. Eu jogo sempre pelo seguro.
- Mas o seguro morreu velho. Com papas e bolos se enganam os tolos, já dizia a minha avó.
- Oiça lá. isto dá-lhe muitas vezes, falar dessa maneira? É que dá-me a sensação de que o senhor não está a ligar meia ao que eu estou dizer. Acha que eu gosto de falar pró boneco?
- Ah, eu cá prefiro falar prás paredes.
- Estou a ver que está estou a gastar a minha saliva consigo.
- Não, não. Você está mas é a gastar o seu latim.
- Ó homem, cale-se! Você realmente não tem emenda. Eu acho que me vou embora. Ainda tenho que resolver uns assuntos, e receio já me ter atrasado.
- Não se preocupo pois mais vale tarde que nunca. Mas vendo bem, não deixe pr'amanhã o que pode fazer hoje.
- Aí você tem razão. Então passe bem e dê cumprimentos à família.
- Vá com Deus! Isto realmente calha-me cada um na rifa. Este senhor passa a vida nisto e depois não trabalha. Mas quem não trabuca não manduca, é o que costumo dizer. Bom. Acho que também vou, isto é, se me lembrar do caminho. Oh! Já me esquecia que todos os caminho vão dar a Roma e que quem tem boca também lá vai ter.
Nunca ei de perceber esta gente do campo. Às vezes aparece cada um com a sua pancada. Mas eu costumo dizer: que a emenda saiu pior que o soneto, e que a bom entendedor meia palavra basta.
- Oiça lá. Você vai pagar o café ou não?
Tenha calma homem! Estou á procura da carteira. Oh, bolas! Acho que a deixei nas outras calças! Isto realmente, uma desgraça nunca vem só!
- Então, por cá? Como vai a vidinha?
- Ora essa. Enquanto há vida, há esperança.
- É verdade. Mas que calor que está! Nunca mais vem a chuva!
- Pois. Em Abril, águas mil.
- Já agora, se não se importa, vou-me aqui sentar um bocadinho que já me doem as costas de estar de pé. E já agora, aproveito para comer a minha merenda.
- Olhe tenha cuidado. Merenda comida, companhia desfeita. É o que se costuma dizer.
- Ó homem! Você não acredita nessas coisas que o povo diz, pois não?
- Olhe que homem prevenido vale por dois.
- Bom. Como queira. Mas é verdade...o que é que achou da Dna Adelaide ontem na festa? Ela canta bem não acha?
- Não admira. Quem canta seus males espanta. E quem chora mais os aumenta.
- Aí está uma mulher de espírito! Não me importava de...bem, ceifá-la! Mas não antes de fazer uma rotação de culturas, se é que me percebe...
- O quê?
- Aquilo que os cavalos fazem...
- Ah, já tou a ver. O senhor tenha cuidado pois o fruto proibido é o mais apetecido. Eu aconselhava-o a não ter mais olhos que barriga porque nem tudo o que é luz é ouro.
- Ora, você exagera! Eu sou homem de, muitas das vazes, mostrar quem é que manda!
- Mas olhe que os homens não se medem aos palmos.
- Realmente tem razão, mas não falemos mais nisso. Diga-me antes porque é que se foi embora a meio da festa?
- Ora, porque deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.
- Como queira, mas digo-lhe que perdeu a melhor parte! Assámos, ali mesmo, uma bela cabidela, bem regadinha com vinho tinto que estava uma delícia! E depois vieram os queijinhos e os chouriços...Ah! Foi uma bela festa!
- Olhe lá bem a sua saúde. Quem o avisa, seu amigo é.
- Não se preocupe comigo. Eu jogo sempre pelo seguro.
- Mas o seguro morreu velho. Com papas e bolos se enganam os tolos, já dizia a minha avó.
- Oiça lá. isto dá-lhe muitas vezes, falar dessa maneira? É que dá-me a sensação de que o senhor não está a ligar meia ao que eu estou dizer. Acha que eu gosto de falar pró boneco?
- Ah, eu cá prefiro falar prás paredes.
- Estou a ver que está estou a gastar a minha saliva consigo.
- Não, não. Você está mas é a gastar o seu latim.
- Ó homem, cale-se! Você realmente não tem emenda. Eu acho que me vou embora. Ainda tenho que resolver uns assuntos, e receio já me ter atrasado.
- Não se preocupo pois mais vale tarde que nunca. Mas vendo bem, não deixe pr'amanhã o que pode fazer hoje.
- Aí você tem razão. Então passe bem e dê cumprimentos à família.
- Vá com Deus! Isto realmente calha-me cada um na rifa. Este senhor passa a vida nisto e depois não trabalha. Mas quem não trabuca não manduca, é o que costumo dizer. Bom. Acho que também vou, isto é, se me lembrar do caminho. Oh! Já me esquecia que todos os caminho vão dar a Roma e que quem tem boca também lá vai ter.
Nunca ei de perceber esta gente do campo. Às vezes aparece cada um com a sua pancada. Mas eu costumo dizer: que a emenda saiu pior que o soneto, e que a bom entendedor meia palavra basta.
- Oiça lá. Você vai pagar o café ou não?
Tenha calma homem! Estou á procura da carteira. Oh, bolas! Acho que a deixei nas outras calças! Isto realmente, uma desgraça nunca vem só!
quinta-feira, maio 12, 2005
As Devotas de Nossa Sra. da Ajuda
Ah! As procissões! O melhor momento para nos aperceber-mos daquilo que nos rodeia. É quase tão bom como dormir de barriga para baixo! Serve também para proporcionar, enfim, alguma emoção àquelas velhinhas todas. É isto e os concertos pimba do Tony Carreira. Ah...aquele sorriso macho dele! Elas ficam doidas!
Realizou-se no outro dia, não sei bem onde, uma procissão a Nossa Sra. da Ajuda. Realmente, isto há de tudo! É Nossa Sra. da Ajuda, é Nossa Sra. da Esperança, Nossa Sra. das Boas Hortaliças, Nossa Sra. Não Sei Bem Do Quê Mas Faz-se Um Desconto Já Que A Igreja Não Tem Mais Nada Para Fazer Senão Inventar Nomes de Santos,...enfim! Há de tudo! Mas dizia eu ainda à pouco, antes de me ter chegado a santidade ao nariz, que se realizou uma procissão. Tudo está pois muito bem meu caro leitor, não é verdade? Mas o que acontece é que, à boa tradição, costuma-se deitar o arlequim e o rosmaninho à frente da procissão para serem pisados por todos e sujarem o chão. Bem...é caso para dizer que, o que se passou a seguir, nem mesmo eu sobre o efeito de prozac seria capaz de inventar! Mal chega o camião com as ditas flores, dá uma fúria infernal àquelas velhinhas santas quando se precipitam para pegarem nas flores. «Minhas caras senhoras! Tenham calma, por favor!» lá gritava o desesperado condutor. mas não havia fim para aquele delírio! Eram velhinhas pelo ar, outras às bengaladas e outras ainda apelavam: «Ai, minha nossa senhor! Ai, que morro! Ai de mim, que ainda sou nova! Ajudai, minha nossa senhora da ajuda! Ajudai!» Mas no fim o senhor padre que conduzia a procissão lá conseguiu acalmar os ânimos. Este padre também é daqueles homens pelos quais as velhinhas se babam. «Ó minhas senhoras! Acalmai-vos pois isto não faz sentido! Somos todos filhos de Deus!»
Sinceramente, estas coisa nem lembra ao diabo. «Ah, são de todos os seus jejuns.» dizem uns. Não há quem consiga por estas mulheres na ordem? E eis meu caro leito o que se passou. E tudo está bem assim, não é verdade?
Realizou-se no outro dia, não sei bem onde, uma procissão a Nossa Sra. da Ajuda. Realmente, isto há de tudo! É Nossa Sra. da Ajuda, é Nossa Sra. da Esperança, Nossa Sra. das Boas Hortaliças, Nossa Sra. Não Sei Bem Do Quê Mas Faz-se Um Desconto Já Que A Igreja Não Tem Mais Nada Para Fazer Senão Inventar Nomes de Santos,...enfim! Há de tudo! Mas dizia eu ainda à pouco, antes de me ter chegado a santidade ao nariz, que se realizou uma procissão. Tudo está pois muito bem meu caro leitor, não é verdade? Mas o que acontece é que, à boa tradição, costuma-se deitar o arlequim e o rosmaninho à frente da procissão para serem pisados por todos e sujarem o chão. Bem...é caso para dizer que, o que se passou a seguir, nem mesmo eu sobre o efeito de prozac seria capaz de inventar! Mal chega o camião com as ditas flores, dá uma fúria infernal àquelas velhinhas santas quando se precipitam para pegarem nas flores. «Minhas caras senhoras! Tenham calma, por favor!» lá gritava o desesperado condutor. mas não havia fim para aquele delírio! Eram velhinhas pelo ar, outras às bengaladas e outras ainda apelavam: «Ai, minha nossa senhor! Ai, que morro! Ai de mim, que ainda sou nova! Ajudai, minha nossa senhora da ajuda! Ajudai!» Mas no fim o senhor padre que conduzia a procissão lá conseguiu acalmar os ânimos. Este padre também é daqueles homens pelos quais as velhinhas se babam. «Ó minhas senhoras! Acalmai-vos pois isto não faz sentido! Somos todos filhos de Deus!»
Sinceramente, estas coisa nem lembra ao diabo. «Ah, são de todos os seus jejuns.» dizem uns. Não há quem consiga por estas mulheres na ordem? E eis meu caro leito o que se passou. E tudo está bem assim, não é verdade?
terça-feira, maio 03, 2005
P.R.C.A.D.P.N.S.C. 4 Ever!
Eu sou uma pessoa que vive muito revoltado com o mundo. Especialmente com o mundo do algodão doce. Aquilo é coisa do diabo, com a breca! Aquilo parece muito giro e fofinho mas a verdade é que nem tudo o que brilha é ouro como dizem os malucos.
O que mais me angústia é não saber come-lo. Das duas uma, ou como com a mão aos bocadinhos de cada vez, ficando depois com a mão toda lambuzada e peganhenta, e se eu já tivesse as mão sujas e suadas ainda ficava mais apetitoso, ou como directamente com a boca arriscando-me a, ao puxar, ficar com o algodão doce todo na boca e com o pauzinho na mão. Mais uma vez, ficaria com a boca toda pegajosa. Na minha opinião, deviam vender o algodão juntamente com uma colher ou com uma palhinha. Assim dava mais jeito.
A ver se criu uma organização contra isto. P.R.C.A.D.P.N.S.C. (Pessoas Revoltadas Com o Algodão Doce Por Não Saberem Comê-lo). Havia de ser giro. Às quartas haveria, à tarde, um cházinho e uns biscoitinhos para acompanhar o algodão doce.
O que mais me angústia é não saber come-lo. Das duas uma, ou como com a mão aos bocadinhos de cada vez, ficando depois com a mão toda lambuzada e peganhenta, e se eu já tivesse as mão sujas e suadas ainda ficava mais apetitoso, ou como directamente com a boca arriscando-me a, ao puxar, ficar com o algodão doce todo na boca e com o pauzinho na mão. Mais uma vez, ficaria com a boca toda pegajosa. Na minha opinião, deviam vender o algodão juntamente com uma colher ou com uma palhinha. Assim dava mais jeito.
A ver se criu uma organização contra isto. P.R.C.A.D.P.N.S.C. (Pessoas Revoltadas Com o Algodão Doce Por Não Saberem Comê-lo). Havia de ser giro. Às quartas haveria, à tarde, um cházinho e uns biscoitinhos para acompanhar o algodão doce.
segunda-feira, maio 02, 2005
Um Gostinho À Boa Tradição Portuguesa!
No outro dia, tive um cheirinho do que é ser-se português. Não. Não estava a conduzir bêbado em contramão. Estava sim em Montemor-o-velho, muito importante não esquecer o velho, a assistir a uma tourada! Por volta das 5 da tarde, lá estava eu, no meio daquela manada de gente para entrar naquela estrutura circular da qual não me lembra agora o nome, com o bilhete numa mão e um pacote de pipocas na outra, e sentei-me no meu lugar. Mal acabo de me sentar quando um gordo seboso e suado se vem apertar ao meu lado mungindo: "Esta é que vai ser uma festa brava! Parece que o primeiro touro pesa 600 quilos!" E eu, não sabendo como reagir, lá abanei a cabeça com um gesto afirmativo embora não consegui-se desviar a minha atenção daquela enorme bocarra cheia de dentes podres nos quais ainda dava para destinguir os resto do almoço. Mas antes que fiquem já enjoados, vamos centrar a acção na arena e no que realmente se passou.
À boa moda portuguesa, é costume ser primeiro um cavaleiro e de seguida um grupo de forcados. O cavaleiro foi magnifico! Que destreza, que valentia! Ele tinha uma vara de 3 metros na mão, em cima de um cavalo com outros tantos metros que corre duas vezes mais rápido que o touro mas...Bravo! Muito bem! Isso é que é valentia! Assim é que é! E para juntar um pouco mais de detalhe, o gordo ao meu lado não parava de grunhir: "Ele é bom, não é? Ele é mesmo muito bom!"
Depois vieram os forcados. Aqueles homens rijos e fortes alinharam-se de frente ao touro frágil e ensanguentado para levarem com ele em cima. Mas ao que parecia, o touro não estava lá com muita vontade de carregar sobre os forcados. Mas sinceramente, como é que eles queriam que o touro atacasse, se eles tinha aqueles gorros ridículos em cima da cabeça! Ou com gordos a cuspirem: "Anda lá! Força nisso!" como o que estava ao meu lado fazia! Bom. Relatando uma história longa de forma reduzida. O touro tanto teimou que o tiveram de ir buscar a força. Resultado: uns quantos forcados pelo ar, espirros de sangue na arena e muito entusiasmo pela humilhação do touro em ser domado por meia dúzia de homens que, só de os ver vestidos daquela maneira, dá vontade de fugir. Mas talvez o touro tivesse feito algum mal áquela gente e que mereça estar ali a cuspir sangue, sem força nas pernas com uma data de arpões cravados no dorso...Quem sabe.
Quando a tourada acabou, já nem conseguia acabar as minhas pipocas, de tão enjoado que estava. O homem ao meu lado dizia: "Bah! Foi fraquinho. Já comi bezerros mais ferozes do que estes touros!" Pois, acredito que sim! Mas a avaliar pelas dimensões descomunais do homem, a acompanhar os bezerros, também foram umas vacas e uns porquinhos gordinhos!
Agora já sei o que é ser-se português! Nunca me tinha passado na cabeça que assistir a um pobre animal, que nada fez de mal, ser massacrado e humilhado, à frente de pessoas que são bois autênticos, que mais nada tem para fazer na vida, poderia ser tão culturalmente estimulante! Já era de esperar que fosse, porque afinal de contas, é tradição!
NOTA: para quem não tenha percebido o objectivo deste post, fiquem sabendo que o escrevi com uma atitude inteiramente irónica. Qualquer "desporto" no qual se utiliza um animal para diversão geral das pessoas, é moralmente incorrecto. Se a tourada é considerada cultura, então. sff, tirem-me deste filme!
À boa moda portuguesa, é costume ser primeiro um cavaleiro e de seguida um grupo de forcados. O cavaleiro foi magnifico! Que destreza, que valentia! Ele tinha uma vara de 3 metros na mão, em cima de um cavalo com outros tantos metros que corre duas vezes mais rápido que o touro mas...Bravo! Muito bem! Isso é que é valentia! Assim é que é! E para juntar um pouco mais de detalhe, o gordo ao meu lado não parava de grunhir: "Ele é bom, não é? Ele é mesmo muito bom!"
Depois vieram os forcados. Aqueles homens rijos e fortes alinharam-se de frente ao touro frágil e ensanguentado para levarem com ele em cima. Mas ao que parecia, o touro não estava lá com muita vontade de carregar sobre os forcados. Mas sinceramente, como é que eles queriam que o touro atacasse, se eles tinha aqueles gorros ridículos em cima da cabeça! Ou com gordos a cuspirem: "Anda lá! Força nisso!" como o que estava ao meu lado fazia! Bom. Relatando uma história longa de forma reduzida. O touro tanto teimou que o tiveram de ir buscar a força. Resultado: uns quantos forcados pelo ar, espirros de sangue na arena e muito entusiasmo pela humilhação do touro em ser domado por meia dúzia de homens que, só de os ver vestidos daquela maneira, dá vontade de fugir. Mas talvez o touro tivesse feito algum mal áquela gente e que mereça estar ali a cuspir sangue, sem força nas pernas com uma data de arpões cravados no dorso...Quem sabe.
Quando a tourada acabou, já nem conseguia acabar as minhas pipocas, de tão enjoado que estava. O homem ao meu lado dizia: "Bah! Foi fraquinho. Já comi bezerros mais ferozes do que estes touros!" Pois, acredito que sim! Mas a avaliar pelas dimensões descomunais do homem, a acompanhar os bezerros, também foram umas vacas e uns porquinhos gordinhos!
Agora já sei o que é ser-se português! Nunca me tinha passado na cabeça que assistir a um pobre animal, que nada fez de mal, ser massacrado e humilhado, à frente de pessoas que são bois autênticos, que mais nada tem para fazer na vida, poderia ser tão culturalmente estimulante! Já era de esperar que fosse, porque afinal de contas, é tradição!
NOTA: para quem não tenha percebido o objectivo deste post, fiquem sabendo que o escrevi com uma atitude inteiramente irónica. Qualquer "desporto" no qual se utiliza um animal para diversão geral das pessoas, é moralmente incorrecto. Se a tourada é considerada cultura, então. sff, tirem-me deste filme!
quarta-feira, abril 27, 2005
A Volta Ao Mundo Com Pleonasmos
Coisas das quais ninguém se pode esquecer:
Olhar com os olhos
Falar com a boca
Ouvir com os ouvidos
Cheirar com o nariz
Andar com os pés
Entrar para dentro
Sair para fora
Subir para cima
Saltar para cima
Cair para baixo
Eh? O que seria de vocês se eu não estivesse aqui para vos lembrar? Mas devem estar a perguntar: "Será que ele não se enganou? Não será antes necessário ouvir com a boca e andar com os olhos? Ou saltar para dentro enquanto se fala com o cheiro? Ou com o nariz para dentro entrar? Ou saltar para a boca enquanto o nariz sobe para fora das orelhas? Ou sair para dentro à medida que se come com o baixo e se ouve com o salto?" Mas eu asseguro-vos que não. Quanto muito, talvez saltar com o cheiro enquanto se anda com o cima e se canta para baixo ao mesmo tempo que se fala com o cheiro e se cai para o comer. Agora já perceberam? Ainda bem, porque eu não quero que ninguém confunda o cair para o cheiro com o descer com o nariz. E para finalizar, e também para provar que eu tenho demasiado tempo livre, aproveito para mostrar o meu lado romântico, com um poema a que dei o título de "Sensorial Amorosa":
Oiço com os ouvidos
quando tu falas com a boca,
olho-te com os olhos
como se fosses uma pipoca.
Ao jantar comi com a boca
a comida que tu me fizeste,
estava boa, mas era pouca
mas como não o disse, tu nunca o soubeste.
Saí-mos para fora para passear
e andá-mos com os pés até à praia,
e ao descer as dunas para baixo a deambular
é que reparei que estavas de calças e não de saia.
E antes que o leitor tenha a ideia errada
de ginástica não houve nada,
mas no meio desta palhaçada toda
aprenderam muita gramática!
Olhar com os olhos
Falar com a boca
Ouvir com os ouvidos
Cheirar com o nariz
Andar com os pés
Entrar para dentro
Sair para fora
Subir para cima
Saltar para cima
Cair para baixo
Eh? O que seria de vocês se eu não estivesse aqui para vos lembrar? Mas devem estar a perguntar: "Será que ele não se enganou? Não será antes necessário ouvir com a boca e andar com os olhos? Ou saltar para dentro enquanto se fala com o cheiro? Ou com o nariz para dentro entrar? Ou saltar para a boca enquanto o nariz sobe para fora das orelhas? Ou sair para dentro à medida que se come com o baixo e se ouve com o salto?" Mas eu asseguro-vos que não. Quanto muito, talvez saltar com o cheiro enquanto se anda com o cima e se canta para baixo ao mesmo tempo que se fala com o cheiro e se cai para o comer. Agora já perceberam? Ainda bem, porque eu não quero que ninguém confunda o cair para o cheiro com o descer com o nariz. E para finalizar, e também para provar que eu tenho demasiado tempo livre, aproveito para mostrar o meu lado romântico, com um poema a que dei o título de "Sensorial Amorosa":
Oiço com os ouvidos
quando tu falas com a boca,
olho-te com os olhos
como se fosses uma pipoca.
Ao jantar comi com a boca
a comida que tu me fizeste,
estava boa, mas era pouca
mas como não o disse, tu nunca o soubeste.
Saí-mos para fora para passear
e andá-mos com os pés até à praia,
e ao descer as dunas para baixo a deambular
é que reparei que estavas de calças e não de saia.
E antes que o leitor tenha a ideia errada
de ginástica não houve nada,
mas no meio desta palhaçada toda
aprenderam muita gramática!
segunda-feira, abril 18, 2005
Isto Está Negro!
Pois é. Foi hoje que o Conclave se reuniu pela primeira vez, depois de morte de João Paulo II, para eleger um novo, ou melhor, velho. E já saiu fumo preto peça chaminé. Vá lá, parece que o nosso cardeal anda a ter cuidado quando fuma ás escondidas no seu quarto.
Mas o mais extraordinário não foi isto. O que realmente marcou este dia foi a SIC ter realizado um TotoPapa (daquele género que se põem uma cruzinha em cima dos números) por telefone, onde as pessoas dizem qual é que acham que vai ser a nacionalidade do novo papa. E para grande espanto de todos, qual é que acham que ficou em primeiro lugar? O português! Mas tenham calma que ainda há mais! Um dos que telefonou para votar, achou indecente que na lista de nacionalidades não se encontrar Africano e acusou a SIC de racismo! Mas que maravilhoso país este em que vivemos não é verdade? Eu nem sei o que deva fazer a esse homem: ou o beijo, por defender os pretos (ou negros se acharem demasiado ofensivo para os vossos ouvidos sensíveis) ou dou-lhe uma chapada (daquelas que o Pai Natal dá ás criancinhas que se portam mal) por participar em algo tão mirabolante como o TotoPapa! Eles inventam cada coisa...
Mas o mais extraordinário não foi isto. O que realmente marcou este dia foi a SIC ter realizado um TotoPapa (daquele género que se põem uma cruzinha em cima dos números) por telefone, onde as pessoas dizem qual é que acham que vai ser a nacionalidade do novo papa. E para grande espanto de todos, qual é que acham que ficou em primeiro lugar? O português! Mas tenham calma que ainda há mais! Um dos que telefonou para votar, achou indecente que na lista de nacionalidades não se encontrar Africano e acusou a SIC de racismo! Mas que maravilhoso país este em que vivemos não é verdade? Eu nem sei o que deva fazer a esse homem: ou o beijo, por defender os pretos (ou negros se acharem demasiado ofensivo para os vossos ouvidos sensíveis) ou dou-lhe uma chapada (daquelas que o Pai Natal dá ás criancinhas que se portam mal) por participar em algo tão mirabolante como o TotoPapa! Eles inventam cada coisa...
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