
Qualquer dia aparece ele com aquilo ao ouvido.
Muito se queixam os portugueses do aumento das fatalidades nas estradas (não é que os portugueses sejam maus condutores. São sim estúpidos e convencidos de mais para cumprir as regras), da poluição atmosférica que está a matar os pinguins não sem onde, do congestionamento das vias., que é difícil estacionar-se o carro, que têm que sair de casa duas horas mais cedo por causa do trânsito, etc...
E o que é que acontece no momento em que surge uma boa motivação para se reduzir os maus hábitos rodoviários dos portugueses? Eles boicotam, eles queixam-se.
Ora eu digo que vocês não sabem o que querem.
Luciano Pavarotti
(12 de Outubro de1936 - 6 de Setembro de 2007)
Pela primeira vez, irá ser aqui apresentado um post interessante, não por este humilde blog mas pela grande alma que hoje se expirou. Hoje de manhã, dia 6 de Setembro, Maestro faleceu em sua casa em Modena, na Itália à idade de 71 anos. Leio estas mesmas palavras e considero-as demasiado efémeras para algo que devia ser eterno.
Por não saber mais que dizer, e no receio de dizer alguma barbaridade indesejada, aqui vos deixo um momento, sem dúvida marcante para aqueles que tiveram a honra de presenciar, e que espero dizer mais do que simples palavras:
Dirijo-me hoje a vós sob um enorme impulso de quebrar um pouco este spleen que por estes lado vai, isto por me encontrar sem placa de som no PC e, como consequência deste tão tremendo facto, não me poder embrenhar nas tarefas das quais, por hábito, me costumo embrenhar.
Vai daí que se irá ter, sendo o cenário este tão desinteressante blog, dois dedos de conversa podendo, no entanto, ser acrescentado mas alguns. Então. Dizei-me vós, que haverdes feito nas férias? Eu havido feito mui coisas. Haveio viajado para certos e determinados sítios sem nunca parar de fazer o que se costuma fazer nesses mesmos sítios. Conheci fulanos e, inclusive, daqueles que gostam, deveras, de dizer “O meu cunhado isto...” ou “Ah, eu tenho um cunhado que aquilo...”. Foram-se também feitas algumas soirées a certos sítios. Dou pois por concluido o primeiro dedo.
Um outro tema, excessivement grave, que veio atulhar a sociedade portuguesa de ainda maior imundice, é o de uma tal identidade que se apresenta pelo nome de ASAE. Ora, somos todos gentlemen, mas não deixo de vos considerar, nada mais, que um riacho de matéria putrefacta e imunda. Este riacho por todo o país escorre, trazendo nojo e calamidade, Irra! Mesmo a peste! Empesteis este nosso Portugal e não haverá sabão suficiente para o limpar. Estaremos para todo o sempre condenados a viver num monte de excremento e de matéria pútrida. Sois como uma unha podre do qual já crescem furuncolos e pêlos. O pus substitui-vos o sangue, humedecendo a vossa pele luzidia de um pudim amarelado de porcaria. E quanto maior for a vontade de limpeza, maior será a defecção que sobrecarregará os esgotos. Havedo dito.
Tendo sido vós tão bons companheiros de conversa, decidi cobrir a nossa aposta inicial de dois dedos, um deles bastante sujo e negro, que lembra mais um inchaço de peste, com mais um: “Ah, estai um tempo muito bom.”
Bebamos pois à saúde de Portugal que se encontra muito longe da convalescência. Filhos, é preciso amputar! Atiremos o vermute às goelas!

uito bastante apetecível para vós.
